sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Morte após a vida
Já era quase meio dia e o céu estava escuro, as pessoas estavam tristes e eu estava cercada por flores. Tudo o que eu ouvia era um solo de violoncelo, The Swan. Pessoas sorridentes e tristes. Movimentos dolorosos e lentos. Parecia uma despedida da felicidade. Não acreditava. Não via. Não sentia. Era apenas um caixão metálico, eram apenas pessoas aleatórias, eram apenas rosas brancas, era apenas eu. Eu e a menina da rosa azul. Mais ninguém se importava. Ela me culpava. Me culpava por eu ter sido eu, por eu ter esquecido ele, por eu ter matado nós, por eu não me importar com eles. Que era melhor ser feliz do que viver. Mas nada girava em torno disso. Tudo girava em torno de mim e do caixão metálico. Metálico e vazio. Minhas rosas vermelhas se tornaram pretas. Estava de luto. Luto de minha mente. Matei-o por esquecimento.
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