terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E matou-a. Era o silêncio absoluto do chá das cinco, o sol ainda iluminava a sala de estar onde se encontrava embriagada sentada ao lado do relógio que marcava 17:43. A roupa amassada e a maquiagem borrada não escondiam os sinais da idade. Hoje, completara 22 anos. Vinte e dois anos desde a primeira respiração. Vinte e dois anos desde que o nada a fez viver. Vinte e dois anos de chances para morrer.  Morreu por nada, causas naturais: lucidez. Morreu por nada, causas naturais: loucura. Morreu por nada, causas naturais: o nada. Morreu de nada. Morreu, de nada. Morreu, por nada. Morreu, obrigada. Morreu obrigada. Morreu de morte.

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